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09/11/2015

Defesa Civil de Mauá prepara jovens e crianças como agentes de prevenção
Experiência já demonstra o conhecimento do risco em andanças pelas áreas vulneráveis

Roberto Mourão/ PM

Desde março, pela manhã ou tarde, uma vez por semana, os jovens fazem o encontro no contraturno

 

A Defesa Civil de Mauá está encerrando a primeira turma do projeto de organização do Núcleo de Defesa Civil Infanto-Juvenil Macuco/Chafik. São 40 crianças e adolescentes com idade entre 12 e 16 anos, em sua maioria moradores em áreas de risco no Jardim Zaíra, Oratório e Cerqueira Leite. Eles se encontram com os técnicos na sede do órgão.

Ao longo do ano, eles conheceram sobre as formas de identificar fatores que possam ameaçar a vida de pessoas que vivem em áreas extremamente vulneráveis, principalmente com risco de deslizamentos. Estas áreas foram mapeadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) em 2012.

Foi grande o interesse de pais e dos próprios jovens em participar das atividades, que incluem longas. Eles conseguem identificar os níveis de risco, de 1 a 4, que vai de Risco Baixo, Médio, Alto até o Muito Alto. No curso, também têm acesso a orientações sobre cidadania, saúde, biologia, geografia e geologia.

“Ele já comentou comigo sobre a questão das rachaduras nas paredes da casa, como prevenir... Acho que está valendo a pena”, acredita Maria Leonilda de Souza Gonçalves, mãe de Jenifer Oliveira da Silva, de 12 anos. “É legal para mexer com a mente e para não ficar em casa sem fazer nada, eu gosto muito”, disse a menina sobre o projeto, que havia insistido com a mãe para poder participar.

Desde março, pela manhã ou tarde, uma vez por semana, os jovens fazem o encontro no contraturno da escola, e o encerramento será em dezembro. “Hoje estou merecendo um abraço, tirei nota 9 na escola”, disse Ítalo Lima, de 12 anos, para a mãe Maria do Carmo Soares Silva Lima. “Acho um projeto muito importante, ele é bem obediente e pego no pé dele”, disse Maria ao explicar que a atividade incentiva outras áreas de estudo.

Os resultados já são visíveis, todos estão comprometidos em multiplicar as informações que assimilaram. “A minha amiga mora em área de Risco 4, ou seja, muito alto, e eu falei para a mãe dela que colocar pneus para segurar o barranco era pior por causa do peso que pode provocar deslizamento de terra”, disse Beatriz Soares, de 12 anos. O resultado foi que a mãe da amiga parou a obra. “Antes de entrar não tinha noção de nada e a gente não é capaz de salvar o mundo. Mas, a gente já tem noção para avisar, por exemplo, que não pode jogar lixo no rio”, disse a menina.

“Passamos as informações da forma que eles conseguem compreender, nada muito técnico, o grande objetivo é incentivar a educação ambiental, cidadania, responsabilidade e cultura”, explicou o coordenador de Defesa Civil, Sergio Moraes. “Eles são disciplinados e vão fazendo as próprias descobertas,” completou. Eventualmente, a programação do curso inclui passeios como ao Parque do Ibirapuera, no Aquário de São Paulo, praia, no Pátio do Colégio e no projeto Catavento.

Não seria nada de mais caso o olhar destes jovens já não estivesse sensibilizado para as adversidades enfrentadas em períodos de chuva intensa. O olhar acostumado a ver a preocupação em preservar vidas, dos técnicos da Defesa Civil, como com a retirada de famílias de dentro de casa para lugares mais seguros, contagiou as crianças e jovens. “O interessante é que a gente consegue falar de outras coisas com eles, como a importância da leitura, inclusão escolar e outras coisas que eles levam para o dia a dia”, explicou a diretora da Defesa Civil, Eliete Gebara.  

Mauá e a Prevenção em Situações de Risco - O Centro Naional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, acabou de fazer a instalação da Estação Total Robotizada e 100 sensores distribuídos na área de risco do Chafik/Macuco, no Jardim Zaíra. A Estação envia sinais a serem refletidos pelos prismas, demonstrando, eventualmente, a movimentação de terra. Isso vai fornecer os dados para a pesquisa científica do Cemaden, e dar suporte às ações preventivas para outras 888 cidades consideradas prioritárias quanto a desastres naturais.

Mauá é a primeira de nove localidades no país a receber a instalação, sendo referência para o trabalho desenvolvido pela empresa e Defesa Civil. As demais cidades são Santos, Recife, Salvador, Blumenau, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e Angra dos Reis.

A Estação Robotizada vai integrar as ações do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2015/2016, que reúne ações das secretarias municipais e estratégias de atendimento às famílias moradoras em territórios vulneráveis. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Sergio Moraes, para ajudar nas ações preventivas no período de fortes chuvas “também serão instaladas sirenes de emergência e monitoramento de câmeras nas áreas de risco, além do fato dos piscinões terem sido limpos recentemente.”

Segundo balanço da Defesa Civil, entre 01/12/2014 e 15/04/2015, período em que vigorou o Plano Preventivo de Defesa Civil, foram registrados 23 deslizamentos sem vítimas, cinco alagamentos, 63 quedas de árvores, 88 interdições de moradias em risco e 67 demolições preventivas em Mauá.

Os técnicos do órgão realizam palestras durante o ano todo em diversos locais da cidade e segmentos da sociedade civil, explicando como prevenir e atender situações de risco, além de detalhar as funções e a rotina das equipes de Defesa Civil.

Crianças da comunidade Macuco/Chafik também participam de atividades, no projeto Defesa Civil Mirim, em que recebem informações sobre cidadania, proteção ambiental e prevenção de desastres.

A cidade de Mauá registrou 600 mm de chuva no verão 2014/2015, sendo que 2013/2014 registrou 640 mm.

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá
Secretaria de Comunicação Social
09/11/2015 12:14


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