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Vigilância Ambiental discute qualidade da água em seminário
Agentes comunitários de saúde se interessaram sobre cuidado com nascentes

 

Reconhecer a necessidade de cuidar da água desde o momento em que brota na terra até a hora em que retorna para o rio foi um dos resultados que  o II Seminário Águas Claras provocou, durante as discussões realizadas na manhã do dia 12 de abril (terça-feira), no Centro de Formação de Professores, organizado pelo Departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Mauá. 

A atividade teve palestras e debate, como forma de ampliar o acesso ao conhecimento sobre fatores determinantes do meio ambiente que afetam a saúde das pessoas, além de como prevenir agravos à saúde. 

“São Paulo é considerada uma referência internacional em questão de tratamento de água, no entanto, o que foi visto aqui é que temos que cuidar ainda mais deste produto e dos caminhos que percorre”, disse o gerente da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde de Mauá, Valentim Caetano. 

Entre os três temas abordados estavam ‘Sistemas de esgotamento sanitário, rede coletora, estação de tratamento, água de reúso e reflexos na saúde ambiental da população’, apresentado pelo engenheiro florestal da Odebrecht Ambiental, Talles Scudeiro Santana; ‘Sistemas de abastecimento público de água potável, mananciais e rastreabilidade da qualidade da água, crise hídrica e reflexos no sistema’, exposto pela representante da Diretoria de Manutenção e Abastecimento da SAMA, Tereza Carndolo Carniel. 

O diretor técnico da Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Rubens José Mário Júnior, falou sobre ‘Produção e segurança da água para consumo humano, mananciais superficiais e subterrâneos no Estado e Região Metropolitana e efeitos da Crise Hídrica’. Ele chamou a atenção dos cerca de 100 participantes a respeito das formas de contaminação de nascentes, cursos de água, estações de tratamento e distribuição de diversas formas. 

Rubens Mário destacou que considera que o modelo atual que afere a qualidade da água deve ser repensado, “já que as análises que consideram se está livre ou não de poluentes e contaminação sofrem com variáveis como a chuva, por exemplo, que carrega agrotóxicos para dentro dos cursos de rios próximos a lavouras. Também acredita que se deve considerar o cuidado com os mananciais, muitas vezes próximos a pastagens e áreas contaminadas”, disse. Ele afirmou que é necessária atenção especial para com as estações já que muitas se encontram em tal situação de precariedade e abandono que compromete o tratamento da água que abastece a população das cidades. 

A agente comunitária de Saúde Leonice Maria da Silva ficou em dúvida sobre a conservação da nascente de um córrego no Jardim Primavera. “A nascente deve ter uma proteção de 50 metros nas suas margens e os cursos d’água de 30 metros de cada lado, com mata ciliar. O trabalho de saneamento também é voltado para isso, e a população pode ajudar, porque, normalmente, quando a urbanização chega, as nascentes morrem”, explicou Valentim, destacando a importância do trabalho de agente comunitário para este tipo de explicação e como isso contribui para a conservação e promoção da saúde dos moradores.

 

 


14/04/2016 18:15